sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cosmocópula

I
Membro a pino
dia é macho
submarino
é entre as coxas
teu mergulho
vício de ostras

II
O corpo é praia
a boca é a
nascente
e é na vulva que
a areia é mais sedenta
poro a poro vou
sendo o curso de
água
da tua língua
demasiada e
lenta
dentes e unhas
rebentam como
pinhas
de carnívoras plantas
te é meu ventre
abro-te as coxas e
deixo-te crescer
duro e cheiroso como o
aloendro

Natália Correia


in "Antologia de Poesia Erótica e Satírica", editada e proibida em Dezembro de 1965

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lx60 no Ler Mais Ler Melhor

A Joana foi ao programa da RTP Ler Mais Ler Melhor falar do Lx60. Para ver aqui em baixo.

video

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Lx60 na Ler

"A historiografia que se ocupa da fase final do Estado Novo tem enfatizado, entre as condições que conduziram à queda do regime, os fatores políticos, militares, diplomáticos, económicos e sociológicos que foram limitando a sua capacidade para se conservar de pé. Ao mesmo tempo, tem sido destacado o papel das oposições na construção de um espaço de resistência e sublevação que tornou o 25 de Abril uma inevitabilidade. O que raras vezes se mostra é que essa dinâmica de mudança teve uma outra componente, subterrânea e aparatosa, traduzida na importação de valores e de hábitos internacionais em curso nos países industrializados, na afirmação de uma nova cultura juvenil e em práticas consumistas capazes de abalar a fortaleza política e moral que, desde a génese, o salazarismo - e a sua lógica de regime - procurava manter como modelar. Centrado nas transformações ocorridas durante os anos 60 na vida lisboeta e naquela que a partir da capital era projetada para o País, o volume 'Lx60' (Dom Quixote), de Joana Stichini Vilela e Nick Mrozowski, graficamente exuberante à maneira sixtie, combina texto evocativo e imagem documental numa tentativa de compreender e de mostrar, na dimensão do quotidiano, uma realidade em mudança. (...)"


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

TAP

Nos anos 60 era assim.


Lx60 no Jornal de Letras

Todas as referências na imprensa nos deixam contentes mas há alguns jornais que nos enchem de orgulho. Mesmo sem "p".


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que passa pela cabeça de um designer - Parte I

Quem for até à página 289 do "Lx60" vai confirmar que este livro foi feito não a quatro mãos mas a várias dezenas. Como se o Nick e a Joana fossem os pais, e depois houvesse muitos tios. O Pedro Fernandes é aquele tio que gostávamos de convidar para padrinho. Sem ele, dificilmente este projecto teria ficado pronto a tempo. Sempre disponível, sempre pronto a ouvir, sempre de braço no ar para tentar melhor. Depois, aconteceu uma coisa engraçada: à medida que os desafios se foram revelando mais difíceis, o talento do Pedro revelou-se também: mais elástico, mais musculado, mais confiante, mais capaz.

O Pedro é designer gráfico e foi ao longo deste processo o braço-direito do Nick. Pedimos-lhe que partilhasse connosco o que lhe passou pela cabeça quando desenhava algumas das páginas do livro. Como bom sportinguista que é, gosta de sofrer e por isso começou pelo Benfica, com "O 11 Ideal da Melhor Equipa de Sempre".


"Queria que, da minha parte, isto fosse um livro também com histórias visuais. Que o desenho também contasse uma história. Que quem olhasse para o livro entrasse logo na história sem que precisasse de ler uma linha. O desafios pareciam simples, mas depois de ler cada história pensava: o que vou fazer desta vez?

Lembro-me que a este foi o terceiro plano que desenhei para o livro e um problema desde o início: como posso dar o meu melhor quando assunto é o Benfica? Com um título “O 11 ideal da melhor equipa de sempre”? Adivinhou, sou do Sporting. Pensei: vou encarar isto como uma operação às amígdalas. O esforço é grande mas no final é comer gelados sem parar.

As referências são muitas e demasiado presentes. E quando assim é acho importante não nos afastarmos do essencial, para não gerar confusão. O plano está desenhado como se fosse uma camisola do Benfica. Esta era uma época em que, mais do que hoje, os jogadores tinham 'amor à camisola' do clube em que jogavam. Por isso faziam sentido esta abordagem. Mas tinha de ser visualmente simples e pouco detalhado, como as camisolas eram nos anos 60, contrariamente às actuais. Acho o resultado interessante, além de que seria imediato para quem abrisse estas páginas.

Por outro lado o título tinha um número que destaquei para que se assemelhasse a um número de uma camisola de futebol. Depois foi só colocar os jogadores distribuídos pela sua posição em campo, como se fosse a táctica do clube.

Ainda experimentei pintar a camisola de verde, mas achei que não ia funcionar…"    


BIO
Pedro Fernandes
Nascido a 5 de Fevereiro, começou a jogar futebol aos oito anos. Depois de dois anos a jogar em clubes locais muda-se para o Sporting onde faz grande parte da sua formação e onde permanece vários anos. Transfere-se para Inglaterra, onde vence um vasto número de títulos e ganha reconhecimento mundial. Volta a mudar-se anos mais tarde, desta vez para Madrid, numa transferência milionária sem precedentes. Por esta altura é admirado em todo o mundo e… Epá, isto é o Cristiano Ronaldo. A mesma data de nascimento e o imenso talento geraram esta confusão

Pedro Fernandes é actualmente director de arte do jornal i. Quem quiser contactá-lo pode enviar-lhe um email para pedro.fernandes@ionline.pt

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Na Vida Portuguesa

Uns quantos Lx60 chegaram por fim a uma das nossas lojas favoritas, A Vida Portuguesa, no Chiado. E vêm com um bónus: um autógrafo da Joana. O Nick só tem pena de não estar cá para assinar estes livros - quando voltou para os Estados Unidos deve ter levado meia loja na mala.


Para quem não conhece, vale a pena uma visita.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lx60 na Antena 1

Dia 6 de Dezembro houve Conversas à Volta dos Livros com a Joana Stichini Vilela na Antena 1.




Roteiro gay - passo a passo

Tínhamos as entrevistas, a informação, os textos. E agora? Como traduzir este universo tão rico - e, para a maior parte das pesssoas, desconhecido - em imagens? "Vou falar com a Patrícia Furtado", disse o Nick. Poucos dias depois, recebíamos por email a resposta a todas as nossas preocupações. Que alívio.

O roteiro gay é aquele tema que provoca sempre um sorriso nos leitores. Na maior parte das vezes é de surpresa, às vezes de escárnio, outras de simples curiosidade. Poucas pessoas fora do meio imaginavam o que se passava dentro de portas pela cidade. Quisemos mostrar esse lado durante tanto tempo oculto. A Patrícia viu ainda mais longe: conferiu-lhe uma estética moderna, delicada e um bocadinho exuberante.

No "Lx60", o mapa aparece precedido de textos sobre o panorama geral da cidade e algumas personagens mais marcantes. Mas é o trabalho da Patrícia - com os cafés, os restaurantes, os bares, zonas de engate e até uma sauna assinalados - que mais dá nas vistas e seduz. Cada cor representa não só uma parte da bandeira do arco-íris, como um tipo de lugar. Não hesitamos em afirmar que é um dos planos mais bonitos do livro. Da tipografia, às formas escolhidas, passando claro pela informação, é uma nova cidade que se revela diante dos nossos olhos.



Angústias e preocupações de uma ilustradora já aqui em baixo, pela mão da própria Patrícia. E um bónus: a oportunidade de ver o roteiro formar-se, passo a passo, num raro vislumbre de como se processa o trabalho de um ilustrador.

Lisboa é uma cidade muito especial, e orgulho-me de a conhecer bem. Morei aqui quase toda a minha vida, ando quilometros a pé, visto-me frequentemente de turista para explorar ruas menos percorridas de máquina fotográfica ao pescoço, gosto de acreditar que a conheço melhor do que grande parte dos Lisboetas. 

Foi por isso com um grande sorriso que recebi o convite da Joana e do Nick para participar neste LX60 com um roteiro da Lisboa gay dos anos 60. Porém, assim que parei um pouco para pensar, a tarefa pareceu-me esmagadora e bem mais complicada do que me parecera à primeira vista.

O primeiro passo foi identificar os locais de interesse e marcá-los num mapa tirado do Google Maps. Não tendo à minha disposição imagens da época com que enriquecer a ilustração, um mapa feito à escala – ainda por cima relativamente diminuta devido à dispersão dos sítios por Lisboa – pareceu-me, à partida, uma solução demasiado aborrecida. 


Como o roteiro era meramente ilustrativo, e não uma ferramenta que precisasse de mostrar a turistas desorientados como chegar a cada sítio, ocorreu-me que respeitar a escala talvez fosse desnecessário. Era a desculpa perfeita para dar largas ao meu gosto pela tipografia, e fazer uma mapa inteiramente composto por texto e alguns elementos decorativos, totalmente desenhado à mão. Era um pouco como a fazer um puzzle, tentando encaixar praças, ruas e avenidas no seu respectivo lugar, sem sobreposições nem espaços em branco. 


Um dos desafios mais complicados foi fugir à tentação de sobrecarregar de detalhe as zonas de Lisboa que me eram mais familiares, e de simplificar demais a zonas mais desconhecidas. No processo, fiquei a conhecer um pouco melhor a geografia de Lisboa, e percebi o quanto ainda há por explorar. 


Feito o esboço final, com todas as peças arrumadas, e escolhidas as cores arco-íris que iriam salientar e classificar os locais referidos no texto, parti então para a tarefa minuciosa de desenhar cada pormenor individualmente, tentando não repetir demasiado o tipo de letra ou as formas das caixas, e variar os tons de cinza sem nunca perder o equilíbrio. 


Foi um trabalho de paciência, feito sem dar pelo tempo, de Norte para Sul. Confesso que quando cheguei ao Rio Tejo, a horas impensáveis e de olhos cruzados com tanta letrinha, estava tão cansada como se tivesse atravessado a cidade toda a pé. Alívio. Missão cumprida.

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Ilustradora e designer em regime de freelance, Patrícia Furtado nasceu em 1977, e é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Viveu em Londres durante cinco anos, onde trabalhou sobretudo nas áreas de design gráfico e webdesign. Em 2006, regressou a Lisboa com uma carteira de clientes internacionais com quem continuou a trabalhar remotamente. Em 2009, juntou-se ao "The Lisbon Studio", um colectivo de profissionais criativos (na sua maioria ilustradores e artistas de banda desenhada), e começou a trabalhar com mais intensidade em ilustração. Colabora com vários jornais e revistas e tem vários livros publicados, nomeadamente na área da ilustração infantil.

O seu trabalho pode ser visto em patriciafurtado.net, o seu blogue pessoal em oinfernosãoosoutros.net e as suas receitas em cafepatita.net.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Zeca do Rock (1943-2012)

Pioneiro do ié-ié, primeiro a gravar um "yeah" em Portugal, e um dos muitos protagonistas de Lx60, Zeca do Rock morreu dia 11 de Novembro, no Brasil, onde já vivia há mais de três décadas. Completaria este mês 69 anos.


Luís Pinheiro de Almeira recorda-o no blogue Ié-Ié.

Mário Lopes recorda-o no Público.

E nós recordamo-lo assim:

"6/17/2011


Quarenta e seis anos de namoro

Hoje é o nosso dia dos namorados. Por isso montei um clip de flash-back da nossa história comum mais antiga e mais recente. Conhecemo-nos em 17 de Junho de 1965 e jamais nos separámos. Amamo-nos como no primeiro dia, acumulando a paixão da juventude com a sobriedade do amadurecimento. Os nossos segredos são a tolerância, a compreensão, a camaradagem, a cumplicidade e o amor sem limites. Esse é o grande legado que deixamos à nossa descendência.
Como música de fundo, “Miss Budd”, composto em 1965 quando iniciámos o namoro, e “Baby”, composto nos anos 80 em Lisboa. Ambos são dedicados à Heather."


in http://heatherzeca.blogspot.pt/

E se ainda estão a pensar no tal primeiro "yeah", aqui está: 



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Foram-se os dedos, ficaram os anéis

O Carlos Monteiro é a razão pela qual muita gente compra o jornal i. Ele não é jornalista nem fotógrafo muito menos colunista ou director. Na verdade, ele faz algumas destas coisas mas sob outro nome: infografia. É por causa do Carlos Monteiro, aliás, que muitos dos leitores do i passaram a saber o que é  infografia. Se não pertence a esse grupo, o Carlos faz-lhe uns desenhos. Só não espreite antes de ler este texto até ao fim - vai querer ficar por lá. O Carlos Monteiro, dizíamos nós, é incrível. E por isso convidámo-lo a fazer toda a parte de infografia do Lx60. Ele aceitou.

Lançámos-lhe quatro desafios: o boom automóvel dos anos 60, o inquérito aos estudantes universitários de Lisboa, o golpe-assinatura do campeão Tarzan Taborda e o controverso edifício "Franjinhas". Nem é preciso dizer que foram todos superados. E com um estilo inconfundível: clareza, elegância e um toque de humor. Se o prédio para recortar e montar em 3D é a peça mais exuberante, em todas as outras páginas temos algum pormenor que faz a diferença. No parque automóvel, talvez a nossa favorita, são as cores.



Esquecemo-nos de referir que o Carlos Monteiro é também um pensador. Aqui em baixo, o que ele pensa sobre os anos 60, depois dos trabalhos que lhe pedimos. No fim, um link para a gruta de Ali Babá.

"Nasci nos anos 70, por isso a Lisboa dos anos 60 era-me tão familiar e longínqua como a do tempo da conquista aos mouros. É claro que calculava que houvesse alguma diferença. O parque automóvel da década de 60, por exemplo, era muito maior que no tempo de Afonso Henriques, e se compararmos com o de hoje podemos dizer que os carros daquele tempo tinham muito mais personalidade, acho ainda que também eram mais temperamentais. Tal como no tempo de Afonso Henriques os universitários dos anos 60 achavam que a civilização moderna estava em crise e que, em certa medida, o sexo pré-matrimonial poderia ser útil, mas já concordavam com o direito da mulher a seguir uma carreira profissional desde que, claro está, isso não influenciasse a vida familiar. As menores diferenças entre as duas eras resumem-se à arquitectura: em 1147 as pessoas viviam dentro de casas, na década de 60 também, apenas davam nomes mariquinhas aos prédios, como "franjinhas" e mais não sei quê. Finalmente, rendi-me a Tarzan Taborda, não pelos feitos incríveis dentro do ringue da luta livre, mas pela força de vontade necessária para passar uma década inteira a encolher a barriga de forma a não parecer o grande badocha que realmente era."


Gruta de Ali Babá


PS: Para quem não clicou lá em cima, a contribuição do Carlos Monteiro para o livro da SND-E:

"Infographics. A visual definition"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pesca ao bacalhau em 1966

Se bem nos lembramos, terá sido o Luís Leal Miranda, colaborador excelentíssimo do Lx60, que encontrou este filme no YouTube. É um retrato poderoso da pesca ao bacalhau em 1966 e dos portugueses que arriscavam a vida a fazê-lo. Impressiona pela história, pelos rostos, pelos homens que partiam mar dentro naqueles barcos pequeninos a que chamavam dóris para muitas vezes não voltarem - e pela qualidade das imagens, a cores, um luxo raro entre nós. Não é Lisboa, mas é um bocadinho de Portugal naquele navio - o Santa Maria Manuela - filmado como o Estado Novo nunca teria permitido. Produção e Realização do National Film Board of Canada.



O filme completo e mais informações aqui.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As favoritas da editora de fotografia - Parte II

E depois houve aqueles momentos em que a Ágata Xavier nos terá rogado algumas pragas. Imaginamos que lhe tenham passado pela cabeça perguntas do género, "Porque não escolhem eles estas fotos?", "Será que não percebem nada de fotografia?" ou indignações como, "Mas uma imagem vale mais que mil palavras!"

Aqui fica a segunda parte das favoritas da editora de fotografia: os instantâneos que nunca chegaram a entrar no livro. O texto é da própria.

- Tiro na Feira Popular



A Feira Popular mudou algumas vezes de sítio até abrir portas em Entrecampos. Esta imagem mostra um dos divertimentos possíveis: o tiro ao alvo. O olhar da mulher numa direcção e as espingardas que apontam no sentido contrário criam  uma tensão que transparece e toma conta de toda a cena.

- Ponte sobre o Tejo


Içar as estruturas pesadas da Ponte sobre o Tejo com os meios disponíveis era uma verdadeira prova de esforço e perícia. Na altura, existiam muitos concursos de construções com fósforos e a ponte era um dos temas mais representados. Sempre que olho para esta imagem imagino que o emaranhado de ferros não passa de uma dessas estruturas  de um desses concursos.

- TV na leitaria



A televisão era um luxo de poucos. As pessoas juntavam-se nas leitarias para assistir às notícias ou aos jogos de futebol. O comércio garantia assim o sustento e o convívio entre a vizinhança. Gosto sobretudo do contraste entre as pessoas alegres na primeira fila e os jovens sisudos que se sentam um pouco atrás.

- Concerto de Johnny Halliday



Jovens vestidas com tons escuros e cabelos eriçados com muita laca e secador dançam freneticamente ao som do muito aguardado concerto de Johnny Halliday. Nem sempre essa diversão é bem vista. Na foto, vemos a contenção dessa rebeldia por parte da polícia. Uma linha de agentes muito marcada que separa os espectadores do palco.


- Mini-golf nos Olivais


O bairro dos Olivais foi construído segundo os padrões modernos. Construções em altura e com todas as comodidades que garantiam uma vivência urbana agradável. Para além da piscina havia sauna pública e mini-golfe. Aqui vemos um casal que se diverte no novo bairro, uma imagem que poderíamos mais rapidamente associar a um subúrbio americano do que à realidade lisboeta.



Biografia


Chamo-me Ágata e moro em Lisboa com duas gatas e um bípede.


Sou licenciada em História de Arte - o mesmo é dizer que passei quatro anos numa sala às escuras cheia de gente vestida a ver gente despida projectada na parede. 

Durante três anos fui coordenadora da secção de fotografia de um jornal que não voa com o vento, oi. Actualmente, continuo a colaborar com o jornal tanto em texto como em imagem. Para além, disso escrevo textos comerciais para uma empresa americana e faço pesquisa e edição de fotografia para livros.


Portfólio
http://cargocollective.com/agataxavier