quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Seis graus de separação

Mais um pormenor que não conseguimos incluir no livro, desta vez uma brincadeira do talentoso Luís Leal Miranda, autor de boa parte dos textos sobre ié-ié do livro. A ideia era encontrar uma forma diferente de contar uma história conhecida: o encontro de Paul McCartney com a banda portuguesa Jota Herre num hotel do Algarve e a canção que o músico dos The Beatles lhes ofereceu, "Penina". Com o humor que muitos lhe invejam, o Luís ainda conseguiu ligar o ié-ié português a outros ícones do rock'n'roll. Pequenino este mundo do rock dos 60s.

Seis graus de separação
Como o Ié-Ié foi dos Beatles aos Rolling Stones.

Beatles -> Paul McCartney -> Jota Herre -> Carlos Mendes -> Sheiks -> Rolling Stones

Enquanto revolucionavam a música pop, os Beatles eram também uma das bandas mais populares dos anos 60 -- revolucionando a ideia de estrela pop. Pelo meio, tiravam umas férias e o Algarve era um dos destinos preferidos de pelo menos um deles.

Paul McCartney ficou hospedado no Hotel Penina no Verão de 1968. E foi no bar desse hotel de luxo que decidiu subir ao palco e tocar com a banda residente. Perto do final da actuação, McCartney improvisou uma canção a que chamou de “Penina” e ofereceu à banda do hotel, os Jota Herre.

Foi um toque de midas na carreira modesta dos Jota Herre que gravaram um EP com a canção de McCartney e gozaram como puderam o breve sucesso que lhes coube em sorte. A música viria a ser incluída numa compilação, “Songs That The Bealtes Gave Away”, mas não tocada pelos Jota Herre.

Carlos Mendes gravou a versão de “Penina” que é hoje conhecida pelos beatlemaníacos de todo o mundo. Mas antes de o fazer teve de pôr fim à sua banda de sempre, os Sheiks, curiosamente apelidados de “Beatles portugueses”.

Os Sheiks, formados por Mendes, Paulo de Carvalho, Fernando Caby e Jorge Barreto, tiveram grande sucesso em Portugal e até no estrangeiro. Depois de uma digressão por Brasil e França, foram convidados para fazer as primeiras partes de uma banda de renome mundial. Recusaram, porque o pai de um dos músicos não autorizou o processo de saída do país. A banda que os convidou chamava-se Rolling Stones.

A outra banda sensação dos anos 60, os Rolling Stones fizeram o que puderam para ser tão grandes como os Beatles, revolucionando a maneira como se comparam bandas até hoje.






Luís Leal Miranda não nasceu em Lisboa, nem nos anos 60, mas mudou-se para a capital há 11 anos e já jantou no bar Anos 60. Tem 29 anos, foi jornalista do Sol e do i, mas agora é criativo na Ivity. Em casa estão duas guitarras a ganhar pó. É uma pena.

Para perceber o que ele anda a fazer para não dar uso às guitarras - duas - é clicar nos links aqui em baixo:






E ainda temos este bichano. Parece que é um concurso. Aqui.





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