quinta-feira, 22 de novembro de 2012

E agora na Tentações da revista Sábado

Duas semanas antes de chegarmos às livrarias, a revista Sábado pré-publicou algumas histórias do Lx60. Agora é a vez da crítica na Tentações, que sai com a mesma revista. E se o Prof. Marcelo se tornou famoso pelas notas de 0 a 20 valores, aqui vêmo-nos avaliados numa escala ainda mais precisa: 85%!


Horácio Novais, o homem por trás desta foto

Uma das melhores coisas de fazer este livro foram as surpresas. Histórias, personagens, objectos, tantas coisas tão boas já esquecidas ou apenas escondidas. A foto com que arrancamos para Lx60 foi uma dessas surpresas. Bem como o homem que a tirou, o fotógrafo Horácio Novais - "Novaes", na origem.

Estação do Saldanha. Próxima paragem: Lx60!

Ambiente na Estação do Saldanha. Não entrou mas esteve na nossa lista

*Os Novais eram uma família de fotógrafos. Horácio (1910-1988) era filho de um - Júlio (1867-1925) - e sobrinho de outros dois - António (1855-1940) e Eduardo (1957-1951). O irmão, Mário (1899-1967), também seguira a tradição familiar. Horácio começou aliás por trabalhar com ele e também no jornal O Século, como fotojornalista e ainda responsável pelo trabalho de laboratório.

O Estúdio Horácio Novais abre portas em 1931. Ao longo de 50 anos, cristaliza a vida de Lisboa, da arquitectura às peixeiras, do comércio aos bairros populares. O fotógrafo participa em concursos - em Junho de 1947, ganha o primeiro prémio na Exposição Primavera em Flor do Instituto Superior de Agronomia com a foto Tulipas - , colabora com alguns dos melhores arquitectos da época, faz fotografia institucional, industrial, publicidade, sem nunca afastar o lado documental.

Alfama

Cais da Ribeira

O espólio de Horácio Novais compreende quase 50 mil documentos. E uma parte siginificativa está online através do Flickr no photostream da Biblioteca de Arte - Fundaçao Calouste Gulbekian. Foi lá que a Ágata Xavier mergulhou na pesquisa de imagens para Lx60 e foi lá que outras pessoas da equipa se perderam, maravilhadas com surpresas atrás de surpresas, a tentar absorver o espírito da época. 


 Praça do Areeiro

Restauradores

Foi do mesmo site que levámos emprestadas estas fotos que aqui mostramos em jeito de teaser (ou, em português, provocação). Vale a pena ir conhecer. E aproveitar para espreitar as restantes colecções, incluindo a de Mário Novais

Campanha da Nestlé com um dos famosos bebés Nestlé. Quem arrisca um percentil?

*Informação retirada do site do Centro Português de Fotografia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lx60 no Horas Extraordinárias

As recordações e palavras gentis da editora que mais jovens e bons talentos descobriu e lançou, a Maria do Rosário Pedreira. Sentimo-nos lisonjeados.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Lisboa pelos cabelos

É mais uma daquelas ideias que nunca chegaram a concretizar-se. Sempre pensámos fazer um capítulo dedicado à estética capilar da Lisboa nos anos 60. Fomos matutando no assunto, trocando ideias, e recolhendo material, das notícias sobre as Galas dos Penteados aos editoriais de moda vindos de Paris. No fim, os cabeleireiros acabaram reduzidos a uma nota sobre as casas mais chiques da cidade na página dedicada à alta-costura lisboeta e os anúncios que encontrámos nas revistas Século Ilustrado, Flama e  Crónica Feminina ficaram na gaveta - até agora.*








*Alguns dos anúncios foram redimensionados

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Outra vez no Jornal de Negócios!


Ainda à espera de el-rei D. Sebastião

No final do Verão de 1967, o Quarteto 1111 torna-se o primeiro conjunto português a passar no "Em Órbita", popular programa do Rádio Clube Português que divulga as últimas novidades do rock 'n roll em inglês. A canção é esta, "A Lenda de el-rei D. Sebastião". Rock progressivo e oposição subtil. 


Completaram-se há pouco 45 anos. A sonoridade pode estar datada, mas a letra mantém-se actual, muito mais do que desejaríamos.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Rodados em Lx e arredores 60

O filme de James Bond Ao Serviço de Sua Majestade é o mais famoso mas não foi de longe o único a ser rodado em Portugal. Nos anos 60, Lisboa e sobretudo a Costa do Sol servem de cenário a dezenas de produções internacionais. No livro, contamos a história da primeira agência de casting e de modelos em Portugal, a Juno, que tratava de arranjar figurantes para todas estas fitas. Só não mostrámos as imagens em movimento. Num Lx60 multimédia a coisa podia ser mais ou menos assim.

"Entretanto, o clima ameno, as paisagens variadas, a mão-de-obra especializada e o baixo custo de vida, fazem de Lisboa e da Costa do Sol um destino cada vez mais frequente das produções internacionais. A primeira missão da Juno é 'A Man Could Get Killed' (1966), fita de espionagem com James Garner e Sandra Dee."*

(Era assim que imaginávamos - ou nos lembrávamos de - Lisboa e os Lisboetas?
Vale a pena procurar mais imagens do filme)

"Para o britânico 'Hammerhead' (1968), a agência ocupa durante semanas a Praia do Museu Conde Castro Guimarães, em Cascais, onde, numa das cenas, uma festa psicadélica, põe centenas de hippies a dançar. Como em Portugal hippies são coisa nunca vista, têm de vir contentores de roupa de Londres. 'A praia estava cheia, havia bodypainting. As pessoas ficaram loucas. Difícil era assegurar que os adereços não desaparecessem', explica Mizette [Nielsen, uma das fundadoras da agência]."*

(O delirante Hammerhead)

"O momento de glória da agência é 007, 'Ao Serviço de Sua Majestade' (1969). A Juno arranja 250 figurantes para cenas na Praia do Guincho e no Hotel Palácio. Muitos maridos só deixam as mulheres participar se eles também puderem entrar. 'Meia Lisboa de homens meteu férias para poder filmar', conta na altura à revista Século Ilustrado June Burton [a outra fundadora da agência]."*

(O mais fácil de rever, rodado entre Portugal e a Suíça)

E um bónus:



*Citações retiradas de Lx60.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Lx60 no Prova Oral

Terça-feira falou-se da vida em Lisboa nos anos 60 no programa Prova Oral, sim, esse mesmo, o internacionalmente famoso (a sério) - e, quem diria, bastante divertido - programa do Fernando Alvim e da Xana Alves na Antena 3. O pretexto: Lx60.

Para ouvir, é só clicar aqui.


PS: O Alvim diz que somos um dos dois melhores livros do ano. Ficámos muito orgulhosos, sobretudo depois de sabermos que o outro é este, das edições Pato Lógico. Vale a pena espreitar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os calhambeques, bip, bip

Nos anos 60, o mercado automóvel acelera de vez em Portugal. É difícil acreditar nos números quando os vemos: 15 817 novos ligeiros matriculados em 1960 para 54 900 em 1969. Mais do triplo. O verdadeiro boom dá-se em 1965 e até ao final da década. E os mais vendidos são estes que aqui estão, os Fiat - ao todo, quase 37 mil novinhos em folha em apenas 10 anos. Sobretudo dos mais pequenitos. Quem não se lembra de os ver deslizar por aí?


Os grandes rivais eram os "carocha" e a Volkswagen, segunda marca mais popular no país. Mas os anos 60 foram generosos em carisma, e os automóveis não foram excepção. Uma das coisas de que tivemos pena foi de não poder incluir no livro alguns dos anúncios que fomos encontrando. Aproveitamos agora o blog.


Morris, "o verdadeiro estilo da nossa época", e a oitava marca mais vendida no país.

MG, um luxo bem popular.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lx60 na TSF

Hoje somos "O Livro do Dia" na TSF. Para ouvir o Carlos Vaz Marques, é clicar aqui.


O primeiro boletim do Totobola

Da entrevista ao Pantera Negra à inacreditável história de Carlos Gomes, o guarda-redes acusado de violação que foge no intervalo de um jogo dentro da bagageira de um "boca de sapo", o grande Rui Miguel Tovar assina todos os textos sobre desporto do Lx60. Menos dois, ambos escritos pela Joana: a história do primeiro surfista português e a do começo do Totobola. Daí a reacção do RMT quando ia no metro a ler o livro e deu de caras com o já famoso "1X2": não tínhamos falado com ele e ele tinha o primeiro boletim, uma preciosidade, que se apressou a enviar-nos digitalizado por mail. Pois bem, é para isso que serve este blogue. Aqui fica o primeiro boletim - com um bónus: a chave vencedora, cheia de surpresas, nada fácil de adivinhar. Totalistas, só um: um estudante de Vila Real, que recebeu 224 contos, uma bela maquia.


O 13 na estreia do Totobola:

1. Olhanense – Sp. Covilhã: 1
2. Salgueiros – Académica: 2
3. Leixões – Benfica: 2
4. Sporting – Lusitano: X
5. Beira Mar – Porto: X
6. Guimarães – Atlético 2
7. Belenenses – CUF: 1
8. Oliveirense – Sporting de Braga: 2
9. Caldas – Torriense: 1
10. C. Branco – Espinho: 1
11. Barreirense – Seixal: 1
12. Beja – Farense: 2
13. Portimonense – Campo Maiorense: 1

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lx60 no DN

Este Sábado foi a vez de aparecermos no Diário de Notícias. Para ler, é só clicar na imagem.


A galinha põe, você dispõe

Nos anos 60, a galinha punha ovos "com brasão", "sem ossos nem espinhas", numa embalagem "moderna", "inviolável" e "perfeita" - "com uma pega seria ainda melhor, mas era extremamente incómodo para a galinha". Na TV, foi ainda ao Festival da "OVOvisão", cantar - e não só - os ovos, "sempre apetit... OVOS".

Trocadilhos, ingenuidade e boa disposição marcaram a campanha que pretendia pôr o país a comer ovos carimbados (ou com brasão), popularizada pelo slogan "A galinha põe, você dispõe". 

Terá sido eficaz? Não sabemos. Mas que a campanha estava por todo o lado, estava. Aqui ficam alguns dos muitos - mesmo muitos - anúncios que encontrámos nas revistas. Mais abaixo a impagável participação da galinha no Festival da OVOvisão. 








sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A moda cristã chega a Lisboa

Ora a história reza assim. No Outono de 1960, um grupo de italianas vem à capital apresentar a linha cristã Outono/Inverno. O Tivoli enche-se para ver as pequenas e ouvir o capelão da moda. O desfile termina como, deve ser, com o vestido de noiva - imaculado, em tule branco.

Ainda pensámos investigar esta história para a incluir no livro. Prevaleceu o bom-senso. Fez a capa da revista Flama e passados 50 anos provoca no mínimo um sorriso, mas foi apenas um fait-divers na pacata e conservadora vida lisboeta. Fica a partilha. Alguém se lembra?



"As jovens italianas de 'Turris Eburnea' ao chegarem a Lisboa."



"Numa homenagem a Portugal, apareceu um casaco verde escuro com larga gola guarnecida de peles: 'Lisboa Antigua'".


"Simplicidade e elegância - eis dois adjectivos que se coadunam com a modelo."